Queridos Amigos
Em Janeiro de 1983, no mês anterior à minha entrada para a Tradição, escrevi e bordei este poema. Aqui o mando, celebrando o início deste ano.

Origem


Origem mais antiga parece ser a da esperança
Porta secreta que esconde os segredos do Além
Cântico das rosas no seu discreto florir
Persistência das coisas, ou emoção do nosso olhar

O acontecer do Universo é a criação do Amor
Participação da luz em toda a matéria criada
Nenhum Absoluto nos espera no fim das coisas e dos tempos
Nós somos o Absoluto e nada nos poderá condenar

No fim dos tempos só a origem mais antiga
Percorrido todo o caminho no nosso âmago inscrito
Reconhecida a emoção que nos liga a toda a beleza
Única porta secreta, a que nos separa de nós próprios.


Origen

Origen más antiguo parece ser el de la esperanza
Puerta secreta que esconde los secretos del Más Allá
Cántico de las rosas en su discreto florecer
Persistencia de las cosas, o emoción de nuestra mirada.

El acaecimiento del Universo es la creación del Amor
Participación de la luz en toda la materia creada
Ningún absoluto nos espera al final de las cosas y de los tiempos
Nosotros somos el Absoluto y nada nos podrá condenar.

En el fin de los tiempos sólo el origen más antiguo
Recorrido todo el camino en nuestra médula inscrita
Reconocida la emoción que nos une a toda la belleza
Única puerta secreta, la que nos separa de nosotros mismos.

Origem

(Isabel Barreno)