A
dor que atraímos
Transforma-se
em alegria.
Vem,
tristeza, aos nossos braços
-somos
nós o elixir dos sofrimentos.
O
bicho-da-seda come as folhas
E
faz seu casulo.
Não
possuímos a folhagem desta terra
-somos
nós o casulo do amor.
Apenas
somos
Quando
em nada nos tornamos.
É
quando perdemos nossas pernas
Que
nos tornamos corredores.
Calo
minha boca.
Direi
o resto do poema
De
boca fechada.
Jalal ud-Din Rumi
O QUE não somos
-Rumi-