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NA ESPANHA ÁRABE -volumen 1, 2, 3, 4- António Borges Coelho Lisboa, Editorial Seara Nova, 4 volumes, 1972-1975 «A generalidade dos portugueses com luzes crê ainda que a civilização árabe peninsular nos tocou apenas na epiderme. Por sua banda, a historiografia reinante passa apressada deixando-a na penumbra. Incomodidade, ignorância? As próprias páginas de Herculano ficaram esquecidas [Borges Coelho refere-se aqui ao volume I da História de Portugal (Lisboa, Em Casa da Viúva Bertrand e Filhos, 1846)]. Em contrapartida cantam-se hossanas e louvores ao esplendor da civilização visigótica (!) e romana. Chega-se ao extremo de negar que, do ponto de vista arqueológico, o que nos ficou dos árabes seja relevante. No domínio dos factos, neste país onde os pequenos episódios da história penetram na vida quotidiana – para lá da feição romântica que vinga na análise da sociedade medieval –, no domíno dos factos, dizíamos, a ignorância geral é a lei no que se refere à civilização árabe e muçulmana entre nós. Quantos, entre a gente instruída da nossa terra, ignoram que Coimbra, Lisboa, Santarém, Évora, Beja, Alcácer, Mértola, Silves, Faro foram centros notáveis de civilização árabe peninsular e cenário de relevantes acontecimentos políticos. Quem sabe que nalgumas destas cidades existiram centros literários e de pensamento? […] Já pensou, leitor – a realidade desvelada por estas palavras cava-se diante de nós como um abismo –, que gerações e gerações dos filhos destas nossas cidades as choraram durante séculos na outra banda do mar? |
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PORTUGAL
NA ESPANHA ÁRABE Esgotado
há muito tempo, acaba de ser reeditado pela Caminho o incontornável
Portugal na Espanha Árabe, de António Borges Coelho,
agora num único volume. Trata-se de uma selecção
e tradução anotada de textos árabes do período
andaluz, referidos ao nosso Gharb al-Andalus - mais de 500 páginas
de fontes fundamentais para o conhecimento da nossa História |
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CAMINHOS
DO GHARB / CAMINOS DEL GHARB
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IBN
AMMAR AL-ANDALUSI. O DRAMA DE UM POETA
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As
sandálias do Mestre: Em torno do sufismo de Ibn Qasî nos començos de Portugal Autor: Adalberto Alves Editor: Hugin Págs.: 500 + 16 a cores «Qual é a verdadeira essência do Islão? É ele belicista? Será compatível com a “Modernidade”? Que papel desempenhou na formação da Nacionalidade? É o Islão estranho ao Mundo Ocidental?» Destas e de muitas outras questões fundamentais se ocupa a presente obra de Adalberto Alves na perspectiva do esoterismo Islão, estudo tão aguardado -e, arriscamos dizer, tão útil e necessário para se compreender as questões mais profundas, e não meramente aparentes ou superficiais, intrínsecas aos acontecimentos verdadeiramente problemáticos que marcam a actualidade mundial. |
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Gramática Decorativa de Talha Almóada de Tavira Ricardo Manel Pereira Tomás ............................................. Livro completo PDF Fazer um trabalho sobre a gramática decorativa na cerâmica islâmica de Tavira, não é um exercício fácil. Deve-se notar, tal como refere José Domingues, que as fontes que suportam a investigação sobre a presença islâmica na região de Tavira são escassas e nem sempre de fácil alcance para qualquer candidato a investigador. Para além disso, presume-se, também, como faz Eva Von Kemnitz, que a presença islâmica, em Tavira, seja anterior à data dos registos históricos encontrados nas escavações. No entanto, a preocupação em fazer um trabalho que constituísse um contributo, pequeno que seja, para a memória da região de Tavira, bem como o interesse estético pela cultura islâmica fez com que avançasse com a proposta de estudar a cerâmica de“reconquistas”, é, muito mais, um processo de aculturação de povos, tal como refere Cláudio Torres. É, pois, num contexto mediterrânico, feito de encontro de culturas, que se insere o al-Andalus. É, então, compreensível, que as maiores cidades muçulmanas, como, por exemplo Sevilha e Córdova, à data do califado Omíada, fiquem próximo do mar mediterrâneo e que as partes mais setentrionais da península não tenham tido uma islamização tão intensa como a região sul. Deste modo, de forma a contextualizar o trabalho, apresenta-se uma síntese da história do Gharb al-Andalus, com a particular preocupação de inserir o leitor no universo político e religioso da época, nomeadamente das guerras político-religiosas, quer internas ao mundo islâmico, quer entre o mundo cristão e o mundo árabe. Pretende-se, assim, que a apresentação subsequente, mais “local”, da cidade de Tavira e dos seus utensílios, com particular destaque para a talha islâmica, se insiram num contexto, mais global, de luta político-religiosa sem o qual é impossível compreender todo o seu alcance e significado histórico. |
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A Viagem de Ibn Ammar de São
Brãs a Silves |
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O
Algarve Islâmico. Roteiro por
Faro, Loule, Silves e Tavira Helena Maria Gomes Catarino Ed. Comissão de Coordenação da Região do Algarve. Faro 2002 Outras Publicações: ---1989 - Para o Estudo da Ocupação Muçulmana no Algarve Oriental. ---1997/98 - O Algarve Oriental durante a ocupação islâmica: povoamento rural e recintos fortificados, 3 vols, Al'Ulyã, nº 6, Arquivo Histórico Municipal de Loulé, Loulé. ---1998 - "Fortificações da Serra Algarvia", Portugal Islâmico. Os últimos sinais do mediterrâneo, ---1998 - "O concelho de Serpa no período muçulmano", ---1999b - "A chegada dos árabes à Peninsula Ibérica: a invasão de Tárique em 711 ---2002b - "Châteaux et peuplement rural islamique et de la Reconquête en Algarve oriental: ---2002d - "Herança islâmica na Madinat al-'Uliã (Loulé) - arqueologia e território", Património islâmico dos centros urbanos do Algarve: contributos para o futuro, |
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Legado
Islâmico em Portugal Claudio Torres e Santiago Macias Encad. c/ sobre-capas. 25x27 cm, 247 pp. Ilust. Lisboa, Fundação Circulo de Leitores, 1998. Viagem ao longo dos objetos e estructuras remanescentes do passado islâmico em Portugal |
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Terras
da Moura Encantada: Arte
Islämica em Portugal Este livro constitui a forma mais fácil de aceder e compreender os vestígios islâmicos em Portugal. O visitante é convidado a descobrir as obras de arte - monumentos, sítios e museus - mais representativos da época muçulmana existentes nas "Terras da Moura Encantada". Cada circuito, com a duração de um ou mais dias tem como objectivo a valorização dos percursos patrimoniais, ambientais e históricos de uma região. |
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In
The Lands of the enchanted moorish maidem. Islamic Art in
Portugal The westernmost territories of the Peninsula closely accompanied the Islamicisation process that took place in the other regions of . According to written records, between 95/714 and 97/716, cities such as Lisbon, Faro, Beja, Santarém and Coimbra gradually succumbed to Muslim influence. The strategy adopted by the first Muslim troops for the occupation of this territory was based mainly on consensus and the drafting of agreements with the Iberian peoples. This fact was to make a decisive contribution towards maintaining a relatively autonomous state in the Gharb that sometimes came very close to achieving almost complete independence. In this territory, which was later the kingdom of Portugal , there is not an abundance of large courtly or military monuments from the Islamic period. In fact, the material remains and artefacts from this time currently in museums really amount to very few. Although the lack of ancient material remains places the region on the fringes of the great centres of Andalusian civilisation, it also leads us to believe that its distance from the influences of Cordoba and the clear incorporation of native motifs, served to reinforce a certain regional singularity. |
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En
Las Tierras de la Mora Encantada: el Arte Islámico en Portugal Editorial Electa / Rústica. Electa 2001 / Idioma: Español / ISBN: 8481562866 / 84-8156-286-6 / EAN: 9788481562866 En Las Tierras de la Mora Encantada: Ocho siglos después de la Reconquista, los pueblos del antiguo Garb al-Andalus perpetúan la leyenda de una bella princesa morisca cuyo hechizo fue roto por un príncipe cristiano; el recuerdo artístico de la presencia musulmana en Portugal se expresa también por una sutil simbiosis con las técnicas constructivas y los programas decorativos de la arquitectura popular regional. Esta exposición proporciona al visitante una visión clara de cinco siglos de civilización islámica (califal, mozárabe, almohade, mudéjar). Desde Coimbra a los confines de Algarve, palacios, mezquitas cristianizadas, fortificaciones y centros urbanos de un glorioso pasado. |
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Ciudades de al-Andalus: España y Portugal en la época
musulmana. (siglos VIII-XV)
MAZZOLI-GUINTARD, Christine. / Granada:
Almed, D.L. 2000 Como paisaje dominado por murallas y alcazaba, como lugar de intercambios materiales y de saber, la ciudad de al-Andalus sigue siendo, ante todo, plural. Los dos aspectos bajo los cuales se ha realizado este trabajo son enfocados desde el punto de vista de la ciudad completa y adulta y la ciudad en movimiento y formación.En primer lugar entramos en la ciudad terminada para observar las formas del paisaje urbano, lo que es el corazón de la sociabilidad urbana -el mercado y la mezquita- y el enclave del poder -la alcazaba- pero también para captar la ciudad a través de sus dificultades cotidianas de gestión de la calle y el agua, con su conciencia urbana y sus espacios, que, a veces, se desplazan, nacen o desaparecen.Incluye fotografías, planos y mapas. |
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Rîbat da Arrifana.................Livro
completo PDF RESUMO Além de citado em diversos textos islâmicos, tal como por historiadores ulteriores, o ribat (convento-fortaleza) fundado pelo mestre sufi Ibn Qasî, na Arrifana (Aljezur), só haveria de ser identificado pelos autores em 2001, na pequena península denominada Ponta da Atalaia, a cerca de 6 km, a poente, de Aljezur. Depois da limpeza superficial de duas zonas, efectuada naquele ano, as mesmas foram escavadas durante o mês de Agosto do ano seguinte, conduzindo à identificação de testemunhos arquitectónicos de três mesquitas, com qiblas e respectivos mihrabs, devidamente orientados para Meca. Em um dos sectores investigados (S1) Reconheceu-se mesquita de grandes dimensões que se adossou a outra anterior, enquanto no segundo sector (S2) foi identificada mesquita menor e restos de compartimentos anexos. O espólio exumado não é abundante, se comparado com arqueossítios islâmicos contemporâneos da região, e nele preponderam as cerâmicas (de mesa, cozinha e armazenamento), embora também se tenham exumado artefactos metálicos (canudo-amuleto, dois rolos de chumbo, pendente, ferro de lança, etc...), tal como pequena conta de faiança. Tanto a informação de carácter histórico como a arqueológica, permitem considerar que o ribat terá sido erguido em torno a 1130 e abandonado a partir de 1151, depois do assassinato do líder espiritual seu fundador e da perseguição movida aos seus seguidores. Importa registar que este é o segundo ribat descoberto na Península Ibérica, depois do de Guardamar, situado no antigo delta do rio Segura (Alicante), na Costa Levantina. Este, embora mais antigo cerca de um século, mostra algumas afinidades com o da Arrifana, nomeadamente na localização em península, junto ao mar, como na forma e dimensões de algumas das mesquitas. RESUMEN Gracias a este libro podemos disponer de una buena información sobre el asentamiento religioso-defensivo situado en una elevación sobre el Atlántico. La mayor parte está dedicada al análisis de la cerámica. Dadas las fechas de ocupación, que van desde 1130 a 1151, o sea en el periodo almorávide y la primera etapa almohade, tiene un especial interés el estudio de sus cerámicas, poco conocidas y sistematizadas en nuestra arqueología. No menos importancia hay que darle al mismo yacimiento, pues se trata del segundo ribat conocido y excavado en al-Andalus. El primero, el de Guardamar de Segura (Alicante), es anterior en un siglo, pero el segundo muestra la influencia de hombres de religión conocidos por las fuentes escritas, como es el caso de Ibn Qasi, de la zona de Silves, fundador de este ribat portugués. |
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Al-Andalus.
El islám y los pueblos Ibéricos Pedro Damián Cano (Ed. Silex) 228 páginas./ Idioma: Español / ISBN: 84-7737-131-8. Mucho se ha escrito sobre al-Andalus, la Luz de Occidente. La presencia musulmana en la Península Ibérica es, sin lugar a dudas, uno de los hitos fundamentales de su historia, y aún hoy en día sigue empapando su propia esencia. Los ochocientos años de presencia musulmana en su solar, en situación de preeminencia o de sometimiento, permitió que en la misma se desarrollase una civilización sin parangón en la Europa Occidental, donde florecieron una pléyade de poetas, filósofos y científicos que influyeron en gran medida en el posterior desarrollo de la cultura de la cristiandad europea. A esta trascendental época viene dedicada la primera parte de la presente obra. Una segunda parte de la misma, bajo el genérico nombre de las diásporas, estudia los principales movimientos de población que históricamente se han producido entre ambos mundos tras el final de la Reconquista cristiana del territorio andalusí. A las oleadas emigratorias medievales, se sumará posteriormente la expulsión de los cristianos nuevos de origen musulmán, los moriscos, dirigida principalmente hacia el norte de África. Este será también uno de los principales destinos de la otra gran diáspora de la historia moderna, la hebrea, junto con el Imperio Turco Otomano, y los países islámicos el hogar de buena parte de los sefardíes expulsados hasta el siglo XX. Se estudia asimismo la presencia de población cristiana o de este origen en el área mediterránea, tanto en la Edad Moderna, con los numerosos cautivos y renegados que se encontraban en los diferentes puertos corsarios, como el importante movimiento migratorio que se producirá desde el Levante español hacia la colonia francesa de Argelia en los siglos XIX y XX. Otro de los capítulos de esta parte viene dedicada a la emigración árabe a los países iberoamericanos, de gran influencia en el devenir posterior de estas repúblicas, y a su principal manifestación cultural, la literatura del Mayhar meridional, un movimiento de renovación de la poesía árabe en general que entronca con la tradición andalusí. Otra de las partes del presente libro viene referida a la expansión de los modernos estados de España y Portugal por territorios islámicos, tanto en el área mediterránea como en la costa africana y en el continente asiático. En la misma se estudiará el largo y cruento conflicto entre las dos potencias hegemónicas del momento, la monarquía hispánica y el imperio otomano, la actividad del corso en ambos contendientes y la instalación de presidios en la costa africana, de los que son supervivientes las actuales Ciudades Autónomas de Ceuta y Melilla. La enorme extensión del imperio comercial portugués en los siglos XVI y XVII, que circunvala el mundo islámico, será también objeto de estudio en este apartado, así como el gobierno español del archipiélago filipino y las relaciones con los moros hasta finales del siglo XIX. Otros capítulos se dedican al colonialismo español en el norte de África, con la instauración del Protectorado de Marruecos y el gobierno y la inacabada descolonización del Sahara Occidental. |