O itinerário das memórias e ressurgimentos
Alvor
(5 Km-Portimão E), Existência de uma povoação islâmica
através de uma ermida (morabito de S Pedro), testemunho de práticas
devocionais muçulmanas.
Lagos, Referência no itinerário
de Idrisi.
Cabo de S. Vicente (6 Km-Sagres),
Teriam existido várias torres de atalaia com funções
de alerta. lmportante centro de peregrinação moçárabe,
onde estaria implantada a Igreja do Corvo.
Almádena (27 Km - Sagres
/ 11 Km - Lagos), Onde terá existido uma mesquita.
Budens (21 Km - Sagres / 17
Km - Lagos), Provável ocupação islâmica.
Carrapateira - Ponta do Castelo
(26 Km – Sagres / 21 Km - Aljezur), Teria sido o local de atalaia islâmica
de controlo sobre a costa.
Arrifana (9 Km-Aljezur E), Fortaleza
documentada nas fontes escritas.
Foia (8 Km-Monchique E), Vestígios
de ocupação árabe.
Caldas de Monchique (7 Km-Monchique
S), Vestígios de ocupação árabe.
Alcaria, Vestígios de
ocupação árabe.
Messines (20 Km-Silves N), Provável
localização de um castelo indicado aquando da conquista de Silves,
com o nome de Mussiene. Ficou apenas o topónimo.
Portela de Messines (23 Km-Silves
N), Cabeço correspondente a existência de uma significativa povoação
islâmica.
Vila Velha de Alvor - Silves,
Teria sido um ponto avançado de defesa da cidade de Silves.
Faro, Teria existido uma mesquita-catedral
e uma assembleia de notáveis (jama'a). Forte produtora de figos e passas.
Dela partiam e chegavam grande número de embarcações.
Junto à Porta do Arco do Repouso teriam existido duas importantes torres
albarrãs. A esta entrada se associa a lenda da conquista de Faro, pela
paixão de um cavaleiro cristão e uma princesa árabe.
Construções neo-árabes: o Banco de Portugal, o Matadouro
Municipal e a vivenda Marília, séculos XIX e XX, 0 Fórum
Algarve 2001.
Portela - Loulé, Segundo
fontes escritas teria existido aqui uma fortificalção islâmica
(hisn).
S. Brás de Alportel (17
Km-Faro N), Terra Natal de Ibne Ammar aqui estaria a alcaria de Xanabus ou
Xambras.
Mesquita, 0 topónimo
só por si merece uma visita.
Porches (17 Km-Albufeira E),
Famosa pela variedade de olarias tradicionais.
Ribeira do Bengado - Faro, Alguns
troços de uma antiga via na qual se destaca o topónimo "Desbarato":
memória de uma batalha decorrida entre muçulmanos e cristãos.
Loulé, Segundo o geógrafo
Yaqut (século XIII) teria sido uma grande alcaria. A orientação
e plano da igreja de S. Clemente e sua torre sineira, local onde se situaria
a mesquita aljama (principal), da qual se terá conservado o minarete,
actual torre da igreja. No local do castelo parece ter existido uma pequena
alcaçova, ou torre celoquia (habitação do alcaide muçulmano).
Várias construções neo-árabes: por exemplo o Matadouro
Municipal.
Salir (31 Km-Loulé E),
Os vestígios arqueológicos permitem revelar uma forte ocupação
rural islâmica, com campos agrícolas, pequenas hortas e pomares.
Tavira, 0 geógrafo Edrici
refere este local como sendo uma alcaria, onde teria existido uma comunidade
taifa independente, com uma actividade portuária e piscatória
importante no século XI. Sob a igreja de Santa Maria do Castelo teria
existido a mesquita. A ponte sobre o rio Gilão, que possuía
duas torres, poderá ser do período islâmico. Platibandas,
fachadas de azulejo e moinhos recuperados indiciam uma provável origem
islâmica. Telhados de tesoura, chamados mouriscos, na Rua da Liberdade
e na Rua da Galeria. Janelas de reixa e chaminés rendilhadas. Na Rua
dos Mouros, na Rua 31 de Janeiro e no Largo Tomás Cabreira, encontram-se
várias portas de reixa e "mãos-de-Fátima" em
batentes de porta.
Cacela Velha (c. 11 Km-Tavira
O), Local onde nasceu Ibne Darrague Alcacetali, poeta e secretário
da chancelaria, citada nas fontes árabes ora como madina (medina) ora
como hisn (castelo). Aí se terão estabelecido inicialmente populações
berberes. 0 castelo deverá ter fundação omíada.
Silves, Cidade dos poetas do
Palácio, Al-Mutamid e Ibn Ammar. Ressurgimentos árabes: o antigo
Matadouro, futuro Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves, os pavilhões
da Praça Al-'Mutamid e da Praça do Município de construção
em terra, a casa de Gabriela Martins, junto ao castelo, de meados do século
XX. As hortas, pomares e a vista panorâmica de Silves, lembram a descrição
de Silves do século XI. A gastronomia deverá também aqui
ser apreciada.
Olhão, 0 Bairro dos Pescadores,
chamado dos Marroquinos. Labirintos de ruas que desembocam em mercados neo-árabes.
Domingos de manhã, realiza-se o mercado/feira magrebina. As açoteias,
tão típicas, lembram-nos terraços do Norte de África.
Cabanas de Tavira (6 Km-Tavira
O), Aldeia de pescadores: grande conjunto de casas caiadas de branco, azul
e ocre. Passeios repletos de amendoeiras, figueiras e alfarrobeiras lembrando
o "ouro árabe" desta região. As técnicas tradicionais
de pesca: o recurso a "coros", alcatruzes e redes de malha rica.