MERTOLA















IGREJA SANTA MARIA (mesquita)
A mesquita data do Séc. XII tendo a sua construção incorporado elementos de construções anteriores, nomeadamente de época romana. Com a reconquista foi consagrada ao culto cristão mantendo a estrutura do antigo templo muçulmano. Só no Séc. XVI, devido ao avançado estado de degradação que o templo apresentava, foi levado a cabo um programa de obras que introduziu algumas transformações: a cobertura que é substituída por um sistema de abóbadas nervuradas e o entaipamento de algumas portas; no exterior, o estilo mudéjar alentejano, reflecte-se nos merlões e pináculos cónicos que adornam o templo. Actualmente ainda se observam vestígios do antigo templo muçulmano como é o caso de quatro portas de arco em ferradura (postas a descoberto pelas obras da DGEMN nos anos cinquenta do Séc. XX) e o mirhab, elemento orientador das preces muçulmanas. O mirhab, ainda em razoável estado de conservação, apresenta uma decoração esculpida em gesso de arcos cegos e pequenas volutas cuja policromia já desapareceu. No final de 2003, início de 2004, intervenções arqueológicas põem a descoberto a cave da antiga sacristia, entulhada aquando das obras da DGEMN, cujos objectos exumados e estrutura estão ainda em estudo.Está classificado como monumento nacional desde 1910.





MUSEU ISLAMICO


FESTIVAL ISLAMICO
A próxima edição do Festival Islâmico de Mértola terá lugar em Maio de 2007

A herança islâmica e as ligações com o Norte de África vão estar em destaque na vila alentejana de Mértola. O certame vai procurar relembrar a "Martulah" (antiga designação árabe de Mértola) de outros tempos, ao explorar a herança islâmica da vila e as ligações com o Norte de África. Música, gastronomia, artesanato, exposições, colóquios e a azáfama do tradicional mercado de rua "souk" voltam a ser apostas fortes do festival que espera receber, este ano, entre 40 a 50 mil visitantes.



FESTIVAL ISLAMICO

HISTORIA

..........As escavações arqueológicas iniciadas em finais da década de setenta e as informações recolhidas no início do século pelo arqueólogo Estácio da Veiga deram a conhecer uma Mértola bem mais antiga do que as fontes escritas testemunhavam. Edifícios de grande monumentalidade permitem que qualquer visitante identifique a presença dos romanos na então Mirtilis e na Mina de S. Domingos. Apesar da concentração de vestígios na Vila de Mértola (Criptopórtico, Torre Couraça, casa romana e vias romanas), podem também encontrar-se vestígios de menor dimensão em todo o Concelho.

..........Com a adopção do catolicismo pelos romanos, os cidadãos de Mértola acompanharam os sinais de mudança, facto testemunhado pelos vestígios arqueológicos representativos de locais de culto e enterramento na cidade (basílicas Paleocristãs do Rossio do Carmo e da Alcáçova onde se observa um baptistério octogonal).

..........Na Torre de Menagem do Castelo encontram-se expostas um conjunto de materiais arquitectónicos, dos Sécs. VI a IX, que atestam a presença dos visigodos neste território, onde se destaca colunas e pilastras recolhidas um pouco por todo o Concelho.

..........Com a invasão dos povos do Norte de África, liderados por Tarik em 711, Mértola ganha uma nova dinâmica, passando a ser o porto mais Ocidental do Mediterrâneo. A excepcional posição geográfica no último troço navegável do Guadiana será determinante para o crescimento e apogeu de Martulah. A cidade cresce e sobre o antigo Forúm romano é edificado um bairro almoada onde, depois de vinte anos de escavações, é possível identificar com clareza as habitações com os seus vários compartimentos, os tradicionais pátios centrais das casas árabes e as ruas. Tendo sido este, o período de maior dinamismo da urbe, Mértola apresenta hoje no Museu de Mértola um núcleo de Arte Islâmica, o que de mais representativo se pode conhecer dessa época.

..........Com a conquista do território de Mértola em 1238, no reinado de D. Sancho II, a posterior doação aos Cavaleiros da Ordem de Santiago, a Vila e todo o seu território perde importância. O Comércio com o Mediterrâneo perde fulgor e pouco a pouco a Vila começa a fechar-se sobre si própria.