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História
Santarém, cujo nome em árabe era Shatarim, é sobretudo conhecida como a capital do gótico português, devido às numerosas igrejas e conventos construídos pelos templarios e a diocese católica.
Santarém, antiga Scalabis, foi conquistada em 1147, por D. Afonso Henriques. Num golpe audacioso, perpetrado durante a noite, a cidade caiu na posse de um escasso exército reunido pelo Rei de Portugal.Esta cidade muito antiga terá sido contactada por Fenícios, Gregos e Cartagineses. A fundação da cidade de Santarém reporta à mitologia greco-romana e cristã, reconhecendo-se nos nomes de Habis e de Irene, as suas origens míticas. Os primeiros vestígios documentados da ocupação humana remontam ao século VIII a.C..
A população do povoado teria colaborado com os colonizadores romanos, quando estes aportaram à cidade em 138 a.C. e a designaram como Scalabis. Durante este período tornou-se no principal entreposto comercial do médio Tejo e num dos mais importantes centros administrativos da província Lusitânia. Dos romanos recebeu o nome de Scalabi Castro.
Com as invasões dos Alanos e dos Vândalos passou a ser designada por Santa Irene.
Passou para a posse dos mouros em 715. Numa das cidades mais florescentes do al-Andaluz muçulmano. O interesse pela arqueologia árabe de Santarém começou pelos estudos sobre a obra do poeta Ibn Bassam de Santarém, morto em 1147, provavelmente durante a reconquista da cidade pelos cruzados. A Djaira (Tesoro) de Ibn Bassam, cujo códice se encontra na biblioteca nacional de Paris é considerada como um dos livros mais ricos da literatura hispanoárabe. Vindo a ser conquistada pelo conde D. Henrique, para de novo voltar à posse dos mouros, em 1110, até que D. Afonso Henriques em 1147 a conquista definitivamente.
A cidade foi palco de inúmeras Cortes